Estas soluções são especialmente úteis para uma parcela significativa da população de baixa renda não bancarizada que pode passar a utilizar seu celular para efetuar pagamentos ou realizar transferências. A população bancarizada também se beneficia com a maior mobilidade de serviços que o seu celular terá
Considerada uma importante tendência, o m-payment, sigla para (mobile-payment – pagamento móvel), já está disponível no Brasil. A solução engloba as operações que utilizam dispositivos móveis, como celulares ou smartphones, para iniciar, ativar ou confirmar um pagamento. Viabilizado por diferentes agentes com níveis distintos de participação – operadoras, instituições financeiras ou provedores de serviço de pagamento, o m-payment traz benefícios muito específicos para a população denominada “não bancarizada”.
Sem acesso a conta bancária ou por renda ou por residir em localidades com menor infraestrutura bancária, esta parcela da população utiliza meios de pagamentos paralelos como “venda fiado” e “moedas sociais”. “A formalização da situação econômica dessas pessoas por meio da utilização de um aparelho celular além de possibilitar a bancarização, viabiliza a utilização de recursos oficiais, reduz o risco financeiro e gera oportunidades de ascensão social”, destaca Frederico Barbosa, diretor-executivo da Europraxis.
A população bancarizada também beneficia da solução. O m-payment é uma forma simples e prática de realizar compras ou fazer pagamentos sem precisar da carteira e ainda tem a possibilidade de estender o acesso à bancarização para o restante da família, sempre através do dispositivo móvel.
De acordo com o estudo “Análise de viabilidade do negócio de m-payment no Brasil”, realizado pela Europraxis, uma das mais importantes consultorias em operação na Europa e América Latina, a penetração móvel e o perfil do utilizador de dados no Brasil são tendências positivas para a adoção do serviço. Somente em 2010, o mercado de telefonia móvel cresceu 17%, um total de 29 milhões de linhas, atingindo 203 milhões de celulares. A penetração de celulares evoluiu rapidamente no intervalo de 2007 a 2010, com um crescimento anual de 19% neste período.
Ofertas generalizadas de pagamentos de compras ou transferências de valores por SMS, NFC ou outras tecnologias disponíveis no mercado, são fundamentais na cadeia de valor de m-banking. “Estas soluções são especialmente úteis para a realização de pagamentos seguros e estáveis em países ou localidades com redes móveis bem desenvolvidas, mas sem ampla infraestrutura de sistema bancário”, diz Barbosa. O modelo desenvolvido nas Filipinas ilustra o sucesso do lançamento. Após 3 meses a oferta G-Cash já tinha 200 mil clientes que realizam pagamentos ou transferem valores através de um modelo de m-payment via SMS que possui parceria com todos os principais bancos.
Novos meios eletrônicos de pagamento, como o m-payment, são uma realidade não só no Brasil, mas na Ásia (Japão, Filipinas, Coréia do Sul e Hong-Kong), Europa (Áustria, Finlândia, Reino Unido, Irlanda), Estados Unidos e África. No Brasil, diversas empresas estabeleceram parcerias e passaram a ofertar o serviço de m-payment. A operadora Oi por exemplo, fechou parceria com a financeira Paggo. Para popularizar seus serviços financeiros em 2010, o Banco do Brasil e a Cielo compraram 50% do capital da Oi Paggo. Juntas, as companhias ofertam serviço de m-payment via SMS. Outras duas empresas parceiras que também oferecem o serviço via SMS são a Visa e o Banco do Brasil.
A empresa WAPPA que oferece soluções de pagamentos móveis e gestão de despesas corporativas, firmou parceria recente com a Claro para inclusão da solução de pagamento de Táxi. Já a Get Net Tecnologia em parceria com a Wiaxis, disponibiliza um serviço de m-payment realizado por meio de senha e software instalado no celular do cliente. A tecnologia mais promisora é porém a NFC (Near Field Communication – nova tecnologia que permite conectividade de curto alcance sem fios). Esta tecnologia vem sendo testada mundialmente e aqui no Brasil também vem sendo desenvolvida pelas parceria Visa e Bradesco.
Outros países da América Latina também já lançaram os primeiros serviços de m-payment. Empresas como Davivienda, na Colômbia, Nipper, no México, e Tigô Money, na Guatemala e Honduras, oferecem o serviço. As ações de instituições financeiras e de operadoras móveis na AL nos últimos anos, respondem à demanda no mercado por serviços bancários eletrônicos. Com crescimento de transações bancárias de 64% e de transações online de 121% nos últimos cinco anos.
Perfil do usuário
No Brasil, os utilizadores de serviços de internet no celular são jovens geralmente sem conta bancária que acessam regularmente a internet e estão familiarizados com os serviços na web. Segundo pesquisas recentes, 28 % dos usuários de celular para uso pessoal têm menos de 24 anos e em sua maioria são desbancarizados. A utilização de internet móvel cresceu quase sete vezes entre 2008 e 2010, com 19 milhões dos usuários móveis, 19% do total de usuários, acessando a internet pelo celular em 2010.
Além das tendências de penetração de celulares e de utilização de dados, indicadores bancários influenciam positivamente a atratividade do mercado de m-payment. Entre 2005 e 2010, houve um crescimento de 13% na base de cartões e de 23% de transações. Em 2010, do total de 55,7 bilhões transações efetuadas, 23% foram consideradas transações online.
Uma solução de m-payment pode assim acelerar ainda mais a migração para pagamentos eletrônicos entre a população bancarizada enquanto oferece possibilidade de atingir a desbancarizada. Segundo relatório divulgado pelo Banco Central, o cheque foi a modalidade de pagamento mais utilizada durante anos, e vem perdendo espaço para os meios eletrônicos, devido ao forte crescimento, de 20% entre 2004 e 2009, dos cartões de débito e crédito. Em valor de transações, o cheque tem queda ainda mais expressiva, com redução anual de 11% nesse mesmo período.
Pesquisa da Cetelem Brasil, financeira do grupo francês BNP Paribas – realizada pela Ipsos e ABECS, revela que 67% da população de classe C no país possui um cartão de crédito, embora a sua preferência ainda seja a utilização de dinheiro como meio de pagamento. O perfil do possuidor de cartão da classe C se aproxima bastante do perfil das classes A e B.
O fator chave de sucesso de uma iniciativa de m-payment é uma clara e efetiva definição do ecossistema da solução (modelo de negócio, de serviço, operacional e de relacionamento com terceiros). Existem quatro alternativas para as operadoras móveis oferecerem esses serviços. Por meio de parceria com bancos ou MVNOs (Mobile Virtual Network Operator – operadoras móveis virtuais) no modelo colaborativo, ou por meio de parcerias com desenvolvedores ou operadoras de forma independente, no modelo competitivo. A seleção do serviço de pagamento móvel mais adequado, deve estar alinhada com o segmento a enfocar, com a tecnologia disponível no mercado e o nível de integração com os celulares. A plataforma a ser desenvolvida, internamente ou por empresa especializada, deverá ter em conta as capacidades tecnológicas dos parceiros, as necessidades de integração com o sistema bancário e o tipo de serviços a ser prestado.
Sobre a Europraxis
Fundada em 1994 como uma alternativa às empresas de consultoria de gestão tradicionais, a Europraxis pertence a uma das principais multinacionais espanholas, a Indra, presente no Brasil desde 1996. Reconhecida como uma das principais consultorias estratégicas e de gerenciamento na Europa e América Latina, a Europraxis é composta por cinco divisões: Europraxis Consulting, Europraxis ALG, Europraxis Turismo e Lazer, Europraxis Opteam e Europraxis Curious.
Com cerca de 400 profissionais ao redor do mundo, a Europraxis possui escritórios na Venezuela, França, Itália, Alemanha, Portugal, México, Argentina, Estados Unidos, Equador, Dubai, China, Marrocos e no Brasil.
No Brasil, a Europraxis possui em sua carteira de clientes empresas como: Vivo, Telefônica, Dedic, CSN, Grupo Votorantim, Samarco, LDC, Seara, Coca-Cola, WalMart, Cemig, CPFL e Fidelity.
Para saber mais sobre a Europraxis, acesse: http://www.europraxis.com
Fonte:
EPR Comunicação Corporativa
www.epr.com.br
Ana Tarragó – ana@epr.com.br
Samanta Coelho


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