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GOVERNO, INDÚSTRIA E ACADEMIA DISCUTEM O FUTURO DA TI BRASILEIRA EM WORKSHOP PROMOVIDO PELA SOFTEX

fevereiro 9, 2010 | Eventos

Encontro teve por objetivo coletar ideias para a estruturação de um plano de ação em sintonia com as demandas do setor

O workshop de planejamento da SOFTEX (www.softex.br) para o biênio 2010/2011, realizado semana passada na sede do Seprosp, em São Paulo, reuniu mais de 60 pessoas entre executivos das empresas de software e serviços de TI, representantes do governo e das principais entidades setoriais, além de membros da Academia, de institutos de pesquisa e consultores especializados.

“Nosso objetivo com este evento foi promover um diagnóstico detalhado dos principais temas que deverão dominar a pauta de iniciativas nacionais e internacionais da indústria e assim coletar subsídios para planejarmos as estratégias de atuação dos diversos projetos conduzidos pela entidade em aderência à realidade vivida pelo setor”, disse Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da SOFTEX na abertura do encontro.

As 16 apresentações distribuídas em quatro painéis coordenados pelos Conselheiros da SOFTEX no primeiro dia do evento forneceram  um panorama abrangente de tendências, oportunidades e preocupações do setor e serviram de subsídio para que os grupos de trabalho reunidos na tarde seguinte pudessem discutir temas como: capacitação, inovação, comunicação, funding; mercado interno, exportação, internacionalização, qualidade, associativismo e Observatório SOFTEX.

Um dos destaques da programação do workshop foi o painel sobre o futuro da indústria sob a ótica do empresário brasileiro e que reuniu Laércio Cosentino, CEO da TOTVS, e José Maria Gadanha, vice-presidente da TIVIT.“Clientes potenciais e outros players globais estão interessados em saber o que fazemos e como fazemos. Acredito que fazer código não é o nosso negócio, mas podemos nos projetar internacionalmente a partir de uma oferta de soluções diferenciadas, integradas e respaldadas pela expertise de nossas companhias em diversos segmentos, como o financeiro”, ponderou, destacando dois importantes obstáculos que precisam ser retirados: a carência de profissionais e o atual regime tributário.

Na visão de Laércio Cosentino, presidente do grupo TOTVS, as empresas de software e serviços vivem a sua terceira geração. “Primeiro foram os desbravadores, depois os executores e hoje são os consolidadores. Para competirmos no mundo global precisamos de companhias mais robustas, competitivas e com produtos de valor agregado”, analisou.

De acordo com o presidente do grupo TOTVS, para colocar a TI na pauta das exportações é fundamental a adoção de medidas que possam gerar um ambiente competitivo, justo e ético para a indústria. “Trabalhar na implementação de leis que garantam a nossa competitividade mundial, desenvolver programas de treinamento e educação, fomentar aquisições, observar os acordos bilaterais entre os governos para que as nossas empresas possam competir em condições de igualdade e estimular o Governo a adquirir o software produzido aqui”, concluiu, lembrando que isso só poderá ser alcançado se iniciativa privada, entidade e governo trabalharem juntos.

Para fazer o contraponto à visão dos empresários, a SOFTEX reuniu representantes dos principais órgãos governamentais para uma análise sobre o presente e o futuro da indústria. “Não resta dúvida de que o governo deve trabalhar junto com a iniciativa privada na formação de profissionais que possam suprir as demandas internas e externas, tanto das empresas nacionais como das transnacionais que utilizam o Brasil como plataforma de exportação. Investimos na realização de um projeto-piloto importante que está sendo reestruturado”, comentou Antenor Corrêa, coordenador-geral de Software e Serviços da Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia (SEPIN/MCT).

“O governo tem o grande desafio de contribuir para a inserção competitiva das empresas nacionais e os instrumentos de Estado criados para estimular do setor precisam sempre de inputs da sociedade. Por isso esse evento é tão importante: para construirmos um norte consensual”, disse Francelino Grando, secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

André Limp, gestor de Projetos de Tecnologia na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), lembrou a importância de se ter uma visão abrangente dessa indústria, do tamanho que o Brasil precisa. “Primeiro precisamos quebrar o paradigma de que a atuação no mercado nacional exclui o internacional”, disse, utilizando uma metáfora para apresentar a visão da Agência sobre a presença das companhias brasileiras no exterior: “Devemos identificar as nossas locomotivas de ofertas, selecionando algumas para pavimentar a estrada a ser seguida pelas demais. Priorizar ofertas e demandas mundiais deve ser uma estratégia a ser considerada”, concluiu.

As ideias e sugestões coletadas nos grupos de trabalho serão utilizadas na elaboração do planejamento a ser discutido em novos encontros para então ser encaminhado para aprovação do Conselho de Administração da SOFTEX no mês de março. “É importante lembrar que as idéias apontadas e que eventualmente não possam ser implementadas de imediato poderão ser levadas ao Governo sob a forma de novos projetos ou programas a serem adotados com o apoio das demais entidades e organizações do setor”, concluiu Arnaldo Bacha.

As apresentações realizadas durante o workshop de Planejamento SOFTEX 2010/2011 estão disponíveis para consulta no link: http://www.softex.br/_publicacoes/publicacao.asp?id=2927

CONHEÇA A SOFTEX (www.softex.br) – A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) é gestora, desde a sua criação em 1996, do Programa para Promoção da Exportação do Software Brasileiro – Programa SOFTEX, considerado prioritário pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As seguintes diretrizes pautam o trabalho da SOFTEX: disseminação e auxílio à implantação das melhores práticas em desenvolvimento de software; capacitação de recursos humanos para o setor; auxílio à obtenção de recursos financeiros junto a fontes públicas e privadas; produção e disseminação de informações qualificadas sobre a indústria brasileira de software e serviços de TI; apoio ao empreendedorismo e à inovação; formulação de políticas de interesse do setor; e apoio à criação e ao desenvolvimento de oportunidades de negócios tanto no Brasil como no exterior. O “Sistema SOFTEX” reúne mais de 1.600 empresas de todo o território nacional e é integrado por uma ampla rede de agentes regionais que prestam apoio e orientação local às empresas em seu entorno. As ações da SOFTEX contam com o apoio institucional, técnico e financeiro de diversas entidades, entre as quais ABES, ABDI, ABINNEE, Apex-Brasil, ANPROTEC, ASSESPRO, BID, BNDES, CNI-SENAI, CNPq, FENADADOS, FENAINFO, FINEP, Frente Parlamentar de Informática, MCT/SEPIN, MDIC, SBC e SEBRAE.


Fonte:
MLP Assessoria de Imprensa
Mário Pereira
Karen Kornilovicz

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