Estudo aponta para o crescimento da indústria brasileira de software e serviços de TI e, em especial, de sua força de trabalho, trazendo números, indicadores e simulações até agora inéditos sobre o setor
São Paulo, 26 de novembro de 2009 – A SOFTEX, através do Observatório SOFTEX, unidade de estudos e pesquisas da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (www.softex.br), lançou na manhã de hoje (26), em Brasília, o primeiro volume da publicação “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva”, um trabalho inédito abordando o setor de software e serviços de TI no
Brasil.
Abrangente, ele é composto por seis partes: a indústria brasileira de software e serviços de TI (IBSS); software e serviços de TI como atividade secundária nas empresas (NIBSS); capacitação e competências para o setor de software e serviços de
TI; cenários e projeções; adoção e uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs); e marco institucional para o setor de software e serviços de TI.
Estudo completo para download no link:
http://www.serifa.com.br/ftp/Software_e_Servicos_de_TI_2009.pdf
Resumo executivo do estudo no link:
www.mlpcom.com.br/softex/resumoexecutivo.pdf
Foto em alta resolução da capa para download no link:
www.mlpcom.com.br/softex/capa.jpg
São, ao todo, 15 capítulos com números e análises que traçam uma radiografia bastante precisa do setor. O ponto de partida para a coleta e a organização das informações foi a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parceiro da SOFTEX na busca de dados. O período de 2003 a 2006 foi o utilizado pela equipe de
pesquisadores por tratar-se dos números mais recentes disponíveis no período de realização do estudo, complementados com extrapolações para os últimos anos seguindo as tendências observadas.
O levantamento adota uma metodologia inovadora e compatível com indicadores internacionalmente aceitos, o que simplifica o cruzamento de dados com institutos de pesquisa e organismos oficiais, tanto do Brasil como do exterior. O estudo faz ainda importantes projeções de cenários para os próximos anos.
“Até agora não dispúnhamos de informações essenciais e confiáveis, levantadas a partir de uma metodologia internacional padronizada, como número de empresas de software e serviços, porte, faturamento, modelos de negócios, padrões de concorrência e de capacitação. Com essa publicação e com as complementações que
virão em seguida, poderemos mudar esse quadro e oferecer ao setor público e privado dados fundamentais para apoiá-los na tomada de decisões de negócios e na definição e na implementação de políticas setoriais”, explica Arnaldo Bacha de Almeida, vice-presidente executivo da SOFTEX.
UMA RADIOGRAFIA PRECISA DO SETOR – Em 2005, o setor contava com 365.407 profissionais com vínculo empregatício em funções envolvendo software e serviços de TI (PROFSS). Do total, 80.463 contratados pela indústria brasileira de software e serviços de TI (IBSS) e 284.944 pelas empresas de diversos segmentos nos quais as
atividades de software e serviços são secundárias (NIBSS). Entre os anos de 2003 e 2006, o número de empresas da IBSS cresceu, em média, 4,8% ao ano e o de ocupados, 12,6%. A receita líquida da IBSS, que em 2006 chegou à casa dos R$ 36 bilhões (valores correntes), apresentou taxa média de crescimento, no período, de 7,9% ao ano.
Um dos pontos fortes do levantamento diz respeito ao mapeamento dos profissionais com emprego formal em ocupações diretamente relacionadas com software e serviços de TI. “Surpreendeu-nos a descoberta de que o número de PROFSSs na NIBSS é quatro vezes
superior ao verificado na IBSS, revelando a importância das atividades em software e serviços de TI realizadas nos diferentes setores econômicos”, destaca Virgínia Duarte, coordenadora das atividades do Observatório SOFTEX.
A presença de PROFSSs é utilizada pelo Observatório SOFTEX para estimar o VRProfss (valor hipotético, monetário, adicionado aos negócios por profissionais envolvidos em atividades de software e serviços de TI) e para avaliar o grau de informatização dos setores que constituem a NIBSS (finanças, comércio, administração pública, entre outros).
A primeira parte da publicação é dedicada à IBSS. Ela aborda indicadores gerais tais como número de empresas, distribuição geográfica, receita, custos e despesas operacionais e atividades com inovação. São analisados aspectos tributários e trabalhistas; indicadores de desempenho (gestão, produtividade e distribuição da
riqueza); e a demografia de empresas, incluindo nascimento, morte e tempo de permanência no mercado.
O estudo aponta para um crescimento constante da IBSS, especialmente da sua força de trabalho. No período 2003 a 2006, o número de pessoas ocupadas na IBSS, incluindo proprietários com atividade na empresa, assalariados e sócios cooperados, cresceu a
uma taxa média anual de 12,6%. Segundo o Observatório SOFTEX, em 2009 a IBSS contará com 540 mil pessoas ocupadas. E entre os ocupados, o conjunto que mais cresce é o de assalariados.
Ainda no que se refere à força de trabalho, o Observatório ratificou o que já era senso comum no setor: o nível de educação formal dos profissionais de TI é elevado.
Entre as empresas filiadas ao Sistema SOFTEX e a entidades parceiras, quase 75% deles – incluindo assalariados, terceirizados ou sócios que desempenham atividades diretamente relacionadas com software e serviços de TI – possuem nível superior (57,1%) ou pós-graduação (16,7%). No entanto, o setor está tendo dificuldades para contratar. Há vagas em aberto; das empresas entrevistadas, 48,2% definiram como “ruim” e outras 48,2% como “razoável” a formação do profissional de TI disponível no mercado para contratação. Apenas 3,6% consideraram essa capacitação “ótima”,
afirmando não ter dificuldades para recrutamento de pessoal com o perfil desejado.
Através de simulações e considerando cenários diversos, mais ou menos intensivos em mão de obra, o Observatório SOFTEX conclui que a falta de profissionais de TI irá se acentuar no decorrer dos anos. Com apoio de experiências baseadas na disciplina Dinâmica de Sistemas, e tendo como ponto de partida os dados levantados sobre a
quantidade, a produtividade e a receita gerada por PROFSSs, projetou-se, até 2013, o déficit considerando diferentes cenários. “Levando em conta o Cenário Esperado, ou seja, aquele mais próximo ao que se acredita que ocorrerá, em 2013, haverá uma carência de cerca de 140 mil PROFSSs”, alerta Virgínia Duarte.
O Observatório também comparou indicadores de adoção e uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) de 24 países selecionados, incluindo o Brasil, para o período 1998 a 2006. Entre os europeus, estão Portugal, Alemanha, Espanha, França, Irlanda, Itália e Reino Unido. Da América Latina, Argentina, Chile, Costa Rica, México, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Entre os países
desenvolvidos não integrantes da União Européia, estão Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália e Israel. A amostra inclui ainda os BRICS – Rússia, Índia, China e África do Sul. São países com enorme variação populacional e diferentes Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs). O estudo comparativo comprova a brecha digital,
mostrando a forte relação entre o IDH do país e a sua capacidade de criar infraestrutura, usar e adotar as TICs. Também é possível verificar em que indicadores, em relação aos seus pares, cada país se encontra melhor posicionado.
SAIBA MAIS SOBRE A INICIATIVA – A publicação do primeiro volume do estudo “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva” é um dos resultados do Projeto SIBSS-SOFTEX (Sistema de Informação da Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI), iniciado em 2007 sob coordenação do Observatório SOFTEX. A
realização do Projeto conta com apoio e recursos financeiros do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), através da Secretaria de Política de Informática (SEPIN).
Além de ampliar o escopo e a qualidade dos dados e das informações disponíveis para a elaboração de políticas públicas, o Observatório SOFTEX pretende se transformar na principal fonte de referência para as empresas, para a mídia nacional e internacional e para as pesquisas acadêmicas, auxiliando no fortalecimento da imagem
do software e serviços de TI brasileiros.
As empresas, entidades, institutos e órgãos públicos e privados interessados em obter exemplares de “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva” devem contatar a SOFTEX pelo e-mail observatoriosoftex@nac.softex.br
CONHEÇA A SOFTEX (www.softex.br) – A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) é gestora, desde a sua criação em 1996, do Programa para Promoção da Exportação do Software Brasileiro – Programa SOFTEX, considerado prioritário pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As seguintes diretrizes pautam o trabalho da SOFTEX: disseminação e auxílio à implantação das melhores práticas em desenvolvimento de software; capacitação de recursos humanos para o setor; auxílio à obtenção de recursos financeiros junto a fontes públicas e privadas; produção e disseminação de informações qualificadas sobre a indústria
brasileira de software e serviços de TI; apoio ao empreendedorismo e à inovação; formulação de políticas de interesse do setor; e apoio à criação e ao desenvolvimento de oportunidades de negócios tanto no Brasil como no exterior. O “Sistema SOFTEX” reúne mais de 1.600 empresas de todo o território nacional e é integrado por uma ampla rede de agentes regionais que prestam apoio e orientação local às empresas em seu entorno. As ações da SOFTEX contam com o apoio institucional, técnico e financeiro de diversas entidades, entre as quais ABES, ABDI, ABINNEE, Apex-Brasil, ANPROTEC, ASSESPRO,
BID, BNDES, CNI-SENAI, CNPq, FENADADOS, FENAINFO, FINEP, Frente Parlamentar de Informática, MCT/SEPIN, MDIC, SBC e SEBRAE.
Fonte:
MLP Assessoria de Imprensa
Mário Pereira
Karen Kornilovicz


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